Fotografar, para mim, implica processos que me levam a percorrer territórios simultaneamente desconhecidos e familiares e a transcrevê-los em realidades absolutamente pessoais, mas perceptíveis para os que me rodeiam. E não são apenas os processos externos, relacionados com a escolha das opções ao meu dispor (automático ou manual, menor exposição, este filtro ou aquele), mas também os internos, os que me permitem precisamente a decisão ou a surpresa do desconhecido no familiar. Conheço, por exemplo, Lisboa como a palma da minha mão e, no entanto, cada vez que a fotografo, ora me imponho um olhar de primícia ou ela me revela algo de novo, de inusitado. A realidade está ainda e sempre lá, mas não é apenas isso que pretendo.
  • Mora em Lisboa
  • De Lisboa
  • Masculino
  • 02/05/1960
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